Míssil Kh-47M2 Kinzhal

O discurso de Vladimir Putin em 1 de março de 2018 revelou uma série de sistemas de armas aparentemente novos ou emergentes, alguns dos quais eram conhecidos por estarem em fase de testes, enquanto outros podem ser considerados uma surpresa. Uma das armas apresentadas no discurso de Putin  em um estágio avançado de implantação foi o míssil aerobalístico  Kh-47M2 Kinzhal (“Punhal” em russo) lançado a partir do MiG-31 Foxhound a altas altitudes e velocidades supersônicas.

Por: Ricardo N. Barbosa

Kinzhal, um Iskander modificado

O míssil apresentado na verdade é uma versão substancialmente modificada do míssil balístico de curto alcance 9M723 do sistema Iskander-M, normalmente usa-se 9M723 e Iskander como sinônimos, mas na prática o primeiro é o míssil (9M723) e o segundo o sistema de armas como um todo, inclusive a plataforma de lançamento terrestre (Iskander).

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Modelo digital 3D do míssil Kh-47M2 Kinzhal.

Enquanto o 9M723 é um míssil balístico superfície-superfície, o Kinzhal é um míssil balístico lançado pelo ar (air launched ballistic missile – ALBM), a plataforma de lançamento inicial será o MiG-31. O Kinzhal é novo, mas o conceito surgiu inicialmente em 2010 quando esquemas conceituais do míssil 9M723 instalado no MiG-31 começaram a circular on-line. Desde então, foi mencionado por especialistas como Pyotr Bukowski em 2017. Os benefícios de uma versão lançada pelo ar incluem maior alcance, disponibilidade e flexibilidade em relação ao 9M723 do sistema Iskander-M. 

O comandante em chefe da Força Aeroespacial da Rússia Sergei Surovikin descreveu:

“O sistema Kinzhal aumenta substancialmente as capacidades da Força Aeroespacial Russa para responder a qualquer possível ato de agressão contra o nosso país e, juntamente com outros sistemas de armas estratégicas, ajudará a dissuadir os possíveis adversários de precipitarem-se em ação… A elevada velocidade da plataforma de lançamento aéreo (MiG-31) permite entregar um míssil com características de desempenho únicas na área de interesse em poucos minutos. A unidade de propulsão principal montada no míssil aero-balístico acelera uma ogiva à velocidade hipersônica em segundos. A manobra do míssil a velocidades superiores à velocidade do som por muitas vezes permite quebrar de forma confiável o engajamento de todos os sistemas de defesa aérea e anti-balísticos que existem ou estão sendo desenvolvidos. Todos os lançamentos de testes que foram conduzidos terminaram com a destruição precisa dos alvos designados. A partir de 1º de dezembro do ano passado (2017), a primeira unidade de aviação armada com o sistema de mísseis Kinzhal passou a realizar experiências e missões de combate para praticar os fundamentos do seu uso em combate.”

O míssil 9M723 do sistema Iskander-M possui alcance de 500km e velocidade máxima de Mach 5. De acordo com declarações oficiais iniciais o Kinzhal é um míssil qualquer tempo que  pode atuar contra alvos fixos em solo ou navios, possui um alcance de até 2.000km e é capaz de chegar a uma velocidade de Mach 10. Declarações posteriores indicam que o alcance de 2.000km seria na verdade a soma do raio de ação do MiG-31K (∼1.200km) e o alcance nominal do míssil (∼800km). Além disso, é importante observar que a velocidade de Mach 10 é alcançada na fase de aceleração do míssil, com a velocidade terminal junto ao alvo mais próxima de Mach 5 (perfil de voo típico de um sistema balístico).

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O Kinzhal é derivado do 9M723 do sistema Iskander-M.

O incremento no alcance e velocidade no Kinzhal em relação ao 9M723 do Iskander-M é resultado da diferença entre as plataformas de lançamento, terrestre no Iskander e aérea do Kinzhal, além de um motor foguete provavelmente atualizado no Kinzhal. O sistema Iskander-M2 em desenvolvimento terá um míssil com maior alcance e velocidade. O lançamento aéreo também deve entregar uma trajetória mais horizontal ou semi-balística.

O míssil 9M723 do sistema Iskander-M possui vários tipos de buscadores que fatalmente poderão ser utilizados pelo Kinzhal: buscador com correlação radar (a correlação faz a comparação entre a imagem da área ao redor do alvo e a imagem digital armazenada na memória do míssil) ou buscador com correlação óptica, ambos desenvolvidos pelo instituto TsNIIAG em Moscou; ou buscador de radar ativo desenvolvido pela MMS Radar em São Petesburgo para a versão antinavio.

O Kinzhal possui aproximadamente 8m de comprimento, contra 7,3m do 9M723 e pesa cerca de 4.000kg. A diferença mais visível entre o 9M723 e o Kinzhal é a carenagem aerodinâmica que cobre o escape do Kinzhal e é descartada antes do motor disparar. Tendo em vista o lançamento do míssil a elevadas velocidades a carenagem auxilia a reduzir o arrasto do conjunto MiG-31 + Kinzhal ao manter mais estável o fluxo aerodinâmico.

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Carenagem aerodinâmica e as aletas de direcionamento do Kinzhal na linha central da fuselagem do MiG-31K.

O controle direcional do míssil, assim como no 9M723, é realizado através de empuxo vetorado (enquanto o motor está queimando) na fase de aceleração e através de aletas de direcionamento na fase terminal no voo. No 9M723 a aletas permitem uma capacidade de manobra de até 30g na fase terminal, dificultando ao máxima a interceptação pela defesa antimíssil.

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O Kinzhal utilizada empuxo vetorado e aletas direcionais.

Putin disse que o míssil está sob avaliação desde 1º de dezembro de 2017, sob condições testes de combate nos aeródromos do Distrito Militar do Sul. O termo “testes de combate” significa que o sistema não foi oficialmente comissionado e ainda está em fase de avaliação.

Plataforma de lançamento MiG-31K

Para atuar como plataforma de lançamento do míssil o MiG-31 recebeu várias modificações, sendo redesignado MiG-31K. O radar foi removido e a capacidade de combustível interno foi aumentada, o que permite aumentar o tempo de patrulhamento. A cabine da tripulação foi redesenhada, lá foram instalados sistemas para o gerenciamento do míssil. Além disso, novos equipamentos de comunicação necessários para receber os sinais de designação de alvos também foram instalados. As características gerais e de peso do míssil levaram a alteração do centro de massa da aeronave, ou seja, o MiG-31K se comporta de maneira diferente em voo em relação ao interceptador convencional. Por causa disso, os pilotos têm que receber treinamento específico para decolar e pousar com o míssil suspenso sob a fuselagem.

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MiG-31K com um modelo inerte do Kinzhal.

Como parte do complexo “Kinzhal”, a aeronave realmente atua como um “primeiro estágio”. Depois de receber o comando apropriado, ela acelera e ganha altitude e só então executa o lançamento. Isso permite aumentar o alcance e a velocidade do míssil. Um sistema exclusivo de designação de alvos permite que seja inserida em tempo real uma tarefa de voo para o míssil diretamente da aeronave.

O ponto de fixação do míssil na linha central da fuselagem é bastante reforçado para suportar o peso do conjunto que aproxima-se das 4 toneladas, alguns amortecedores frontais provavelmente atuam na diminuição da vibração do conjunto. As aletas traseiras parecem exigir a retirada de parte da fuselagem.

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Dois amortecedores na parte frontal do ponto de fixação.

Não está claro se outras aeronaves táticas do inventário russo poderão utilizar o Kinzhal, já que a elevada velocidade de lançamento pode ser um pré-requisito que seria atendido apenas pelo MiG-31. Além disso, são exigidas modificações estruturais na plataforma de lançamento para suportar o elevado peso do míssil. Por isso, por enquanto, tudo indica que somente o MiG-31K deve atuar como plataforma de lançamento. Uma plataforma  de lançamento que parece promissora para o Kinzhal é o bombardeiro supersônico Tu-22M3 Backfire que transporta o ainda mais pesado Kh-22/32.

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O Tu-22M3 pode em teoria transportar até 4 míssil Kinzhal.

Segundo declarações, o Tu-22M3 irá passar por uma bateria de testes para que seja verificada a possibilidade de integração do Kinzhal. O Tu-22M3 possui um potencial de carga para até 4 mísseis, além de um raio de ação maior do que o MiG-31K, tornando-se assim uma plataforma de lançamento ainda mais promissora. O raio de ação do Tu-22M3 permitiria ao mesmo atingir alvos a 3.000km com o Kinzhal.

O Ministério da Defesa informou que 10 caças MiG-31K já estão em serviço e realizaram mais de 250 voos de treinamento só no início de 2018, indicando assim que o complexo MiG-31K/Kinzhal encontra-se em estado avançado de desenvolvimento. Há rumores de que entre 2018-2027 planeja-se atualizar até 50 Mig-31 para o padrão MiG-31K. Seja como for, esta arma é ideal para o teatro do Pacífico onde  estão implantados muitos Mig-31, de modo a cancelar a projeção de poder dos porta-aviões americanos. 

Míssil Balístico ou Míssil de Cruzeiro Hipersônico ?

O míssil 9M723 do sistema Iskander-M não é aspirados, usa um motor movido por foguete sólido para impulsiona-lo em seu arco balístico. No entanto, a Rússia afirma que seu novo míssil Kinzhal derivado do 9M723 tem um perfil de voo de um míssil de cruzeiro. O míssil 9M723 é hipersônico por sua própria natureza, mas não consegue isso através de um voo plano típico de mísseis de cruzeiro, o que entra em contradição com as afirmações russa sobre o Kinzhal.

Mas afinal, o Kinzhal é um míssil de cruzeiro hipersônico ou um míssil balístico derivado do Iskander ?

Míssil Balístico: Um míssil balístico é um míssil que segue uma trajetória pré-determinada, arco balístico, que não pode ser significativamente alterada após o míssil queimar todo o seu combustível (a sua trajetória fica governada pelas leis da balística – física). Para cobrir grandes distâncias, a trajetória dos mísseis balísticos atinge as camadas mais altas da atmosfera ou o espaço com um voo sub-orbital com centenas de km de altitude. Alguns modelos utilizam aletas de direcionamento na seção traseira a fim de oferecer alguma capacidade de manobra e direcionamento na fase terminal.

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Sistema Balístico de Curto Alcance Iskander-M.

Míssil de Cruzeiro Hipersônico (HCM ou Hypersonic Cruise Missile): são alimentados durante todo o caminho até seu destino por foguetes ou motores a jato avançados, como scramjets (ramjets supersônicos de combustão), possuem também uma fase de voo intermediária horizontal e pequenas asas para sustentar o míssil nessa fase. São versões mais rápidas dos mísseis de cruzeiro existentes. Possuem velocidade máxima entre Mach 5 e Mach 10 e teto operacional entre 30 e 50km de altitude.

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Conceito geral de um HCM.

Veiculo Planador Hipersônico (HGV ou Hypersonic Glide Vehicles): são lançados por foguetes que chegam até a atmosfera superior ou ao espaço próximo, entre 50 e mais de 100km de altitude, onde são ejetados e voam para seu destino “deslizando” ao longo da atmosfera superior. Não possui asas, mas todo o corpo possui um design aerodinâmico capaz de sustentar o veículo em um voo horizontal a elevadas altitudes e velocidades. Possuem velocidade máxima entre Mach 10 e Mach 20 com teto operacional entre 50 e 100km de altitude.

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Conceito geral de um HGV.

Kh-74M2 Kinzhal: No vídeo de apresentação é possível observar que o Kinzhal adota uma trajetória balística durante grande parte do envelope de voo. Para ser considerado um Míssil de Cruzeiro Hipersônico (HCM) deveria manter velocidades superiores a Mach 5 em uma trajetória horizontal sustentada pelo motor e pelas pequenas asas ao longo da fuselagem (ausente no Kinzhal). O arco balístico é condizente com a aerodinâmica do míssil que impossibilita o mesmo de manter um voo horizontal em elevadas altitudes.

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Arco balístico do Kinzhal.

É possível também observar no vídeo que Kinzhal atinge por inteiro um bunker, não existe a ejeção de um Veículo Planador Hipersônico (HGV) a elevadas altitudes, além disso o mesmo possui o design típico de um Míssil Balístico de Curto Alcance (SRBM) como o 9M723 do sistema Iskander-M, que não possui uma ogiva destacável na fase terminal.

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Kinzhal prestes a atingir um bunker.

A trajetória balística, a utilização de todo o corpo do míssil para atingir o alvo e a grande semelhança com o Iskander revelam que o Kinzhal trata-se de fato de um míssil balístico lançado pelo ar (ALBM). A classificação russa do Kinzhal como míssil “hipersônico” é um tanto errática, já que quase todos os mísseis balísticos alcançam velocidades hipersônicas em alguma fase do voo.

Conceito ALBM antinavio

O conceito de um míssil balístico lançado pelo ar (ALBM) não é novo, os EUA já chegaram a desenvolver um ALBM no final da década de 50. O conceito básico era permitir que os bombardeiros lançassem o GAM-87 Skybolt fora do alcance das defesas soviéticas. O míssil tinha 2.000km de alcance e velocidade de Mach 12. No fim, o Skybolt acabou sendo cancelado por ser considerado redundante em relação aos mísseis balísticos lançados a partir de submarinos. Nos dias atuais, os EUA empregam mísseis balísticos lançados pelo ar como alvos para seus sistemas de defesa balística.

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B-52 com uma carga de 4 míssil GAM-87 Skybolt.

Israel possui hoje a família ALBM Sparrow que pode ser lançada pelo caça F-15 e funcionam como alvos para seus sistemas de defesa balística. A família Sparrow pode simular as trajetórias (inclusive ogivas e mísseis manobráveis), características térmicas e assinaturas (radar e infravermelho) de variados mísseis balísticos.

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F-15 com um Blue Sparrow sob a asa.

A  China já apresentou variantes de mísseis balísticos antinavios de médio alcance e, possivelmente, de alcance intermediário, e está trabalhando ativamente para transportar a capacidade para as plataformas de lançamento aéreo. A “inovação” do Kinzhal está na plataforma de lançamento, enquanto a China utilizada plataformas de lançamentos terrestre o Kinzhal faz uso de lançamento aéreo.

Kinzhal é invencível ?

O Kinzhal  é um sistema ameaçador e de certa forma inovador, o mesmo agrega o conceito de míssil aerobalístico antinavio às forças russas, que juntamente aos mísseis de cruzeiro supersônicos antinavios já existentes no inventário russo formam um conjunto capaz de dissuadir até mesmo a marinha americana (US Navy). O futuro da capacidade antinavio russa reside no atual míssil aerobalístico Kinzhal e nos mísseis de cruzeiro supersônico Kh-32M e hipersônico Zircon.

Apesar do perfil de voo desafiador do Kinzhal, não é correto supor que a US Navy está completamente desguarnecida em sua capacidade de autoproteção contra essa “nova” ameaça. Em 3 de agosto de 2015 a US Navy disparou um Standard Missile-6 (SM-6), interceptando e destruindo um míssil balístico de curto alcance. O teste bem sucedido da Agência de Defesa de Mísseis dos EUA (MDA) provou que um SM-6 modificado pode eliminar a ameaça de mísseis balísticos em seus últimos segundos de voo.

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O SM-6 será a principal contramedida cinética da US Navy.

Em 19 de dezembro de 2016 a US Navy disparou dois SM-6 (um encarregou-se de reunir dados de telemetria e outro de interceptar o alvo) do USS JOHN PAUL JONES (DDG-53) durante um evento de teste, interceptando um míssil balístico de médio alcance em seus últimos segundos de voo. Isso sugere que o alvo representava uma ogiva manobrável como as encontradas nos mísseis balísticos antinavio DF-21D e DF-26.  O teste marcou a segunda vez que um SM-6 demonstrou sua capacidade de interceptar um míssil balístico em seus últimos segundos de voo. O primeiro foi durante um ensaio em agosto de 2015.

Na próxima década, quando o Kinzhal e os mísseis hipersônicos estiverem em um estado mais operacional, é esperada a entrada em operação na US Navy de armas de energia dirigida (laser) para defesa de ponto, o feixe laser desloca-se a velocidade da luz e possui uma carga quase inesgotável de disparos.

Não menos importante é a capacidade de guerra eletrônica (EW) da US Navy que pode simplesmente ludibriar o míssil ou a plataforma de designação de alvo. Na verdade a plataforma de inteligência vigilância e reconhecimento (ISR) que irá designar o alvo para o míssil é o elo mais fraco do complexo de armas Kinzhal, qualquer aeronave de patrulha marítima que tenha que aproximar-se a menos de 500km de uma força tarefa da US Navy estará no raio de ação da patrulha aérea. Além disso, a US Navy historicamente possui contramedidas eletrônicas robustas que dificultam uma solução de tiro a longas distâncias.

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Sistema EW AN/SLQ-32 dos navios da US Navy.

A guerra eletrônica é mais discreta e menos pomposa que a guerra dos mísseis, ela ocorre de forma “invisível” no campo de batalha, mas talvez seja até mais importante, quem vence no espectro eletromagnético vence a guerra dos mísseis.

Conclusão

O Kinzhal é na verdade um míssil balístico lançado pelo ar derivado do 9M723 do sistema Iskander-M, um conceito já explorado no passado e que deve continuar em voga. Suas características como mobilidade, alcance e velocidade irão desafiar as defesas da US Navy, principalmente no Pacífico. O mesmo não é uma arma invencível ou incapaz de ser interceptada, e sim um sistema desafiador que irá cumprir seu papel em dissuadir a US Navy, além de aumentar o já impressionante arsenal de mísseis antinavio russo. O Kinzhal não deve ser confundido com um míssil de cruzeiro hipersônico, esse último possui um potencial de dissuasão superior com trajetória mais horizontal, imprevisível e capacidade superior de manobras, entregando um desafio ainda maior às defesas antiaéreas.

Assinando: Ricardo N. Barbosa


Atualizado em 22/07/2018

15 comentários sobre “Míssil Kh-47M2 Kinzhal

  1. Parabéns Ricardo, seu site tem se constituído em um dos melhores em informações militares, com muita clareza e objetividade, sem achismos e torcidas de fanboys.
    Continue nos presenteando com suas matérias sempre muito esclarecedoras do mundo militar.

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  2. Site excelente mesmo!
    Igual foi dito pelo colega acima, o site posta materias esclarecedoras e imparciais e com bastante objetividade.
    Parabens pelo bom trabalho.
    So nao permita aqui as famosas briguinhas de torcida EUAxRUSSIA / DIREITAxESQUERDA tipicas de sites militares pq isso estraga os comentarios.

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  3. Ampliando o debate, o 9M723 atuando no sistema Kinzhal exclui a possibilidade de um SM-3, ou semelhante, intercepta-lo na fase inicial, por se aero-lancado ?
    E pq um sistema como um SM-2 não tem capacidade de interceptar o 9M723, é por falta de capacidade de manobra do missil que- eu, não sei, só estou perguntando – não chegaria a 30g, ou é, por ser de radar semi-ativo?
    E pq o SM-6 teria essa capacidade?

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      1. Ah sim, eu achava que podia, pois muitos falam na interceptação na fase de ascensão pelo SM-3, deve ser só os que ainda estão em fase de ascensão na exoatmosfera então !

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      2. O SM-3 usa um veículo de impacto como última fase que só está apto a elevadas altitudes. O THAAD já seria algo mais indicado, mas na fase terminal, claro.

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    1. SM-2 e SM-6 usam uma fuselagem relativamente comum. Mas a eletrônica é diferente. O SM-2 já é um sistema mais datado que será gradualmente substituído pelo SM-6 que possui radar ativo. Em termos mais simples, o SM-6 é uma evolução do SM-2. Diria que o radar ativo seja o X da questão para um melhor desempenho contra sistemas balísticos. SM-2 até pode tentar a sorte contra sistemas balísticos, mas não terá o mesmo Pk do SM-6.

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