Sistema S-400 Triumph, o escudo antiaéreo russo !

O S-400 Triumph (designado SA-21 Growler pela OTAN) é o mais poderoso dos sistemas de defesa antiaérea lançado do solo – GBAD’s (Ground Based Air Defense) russo e aclamado por muitos especialistas como um dos mais capazes em operação no mundo. Desenvolvido pela Almaz-Antey, é um sistema móvel multicanal concebido no início dos anos 2000, apesar de só ter entrado em serviço em 2007.

Por: Ricardo N. Barbosa

Também conhecido como 40R6 e anteriormente denominado S-300PM-3, o S-400 é um sistema de mísseis de defesa antiaérea (SMDA) que  foi construído com base nos sistemas S-300 russos existentes, mas com capacidades táticas e técnicas significativamente melhores: eficiência, cobertura e diversidade de propósitos. Segundo a fabricante, de acordo com critérios de “custo-benefício”, o novo sistema S-400 Triumph oferece um ganho de aproximadamente 2,5 vezes em comparação com o S-300P. O sistema é capaz de operar seletivamente com o uso de vários tipos de mísseis, novos e antigos, entre os quais os operados pelo S-300PM-1 e S-300PM-2. O S-400 possibilita a criação de uma defesa antiaérea em camadas, o que aumenta a zona de engajamento do complexo.

História do Desenvolvimento

A necessidade de criar um sistema de defesa antiaérea com um alcance de detecção e engajamento de 400km de distância deveu-se principlamente à expansão do escopo e das capacidades de combate das aeronaves de alerta aéreo antecipado e controle da OTAN, como o AWACS E-3 Sentry. A modernização do sistema de mísseis S-200 não conseguiu resolver esse problema.

Em 1985, os primeiros estudos de um sistema sucessor para o envelhecido SA-5 Gammon (S-200) foram realizados na antiga União Soviética. O novo sistema deveria ser apresentado à Força de Defesa Antiaérea (PVO) soviética nos anos 2001-2003 e permitir o engajamento das seguintes ameaças:

  • Aeronaves supersônicas em qualquer altitude;
  • Aeronaves de vigilância em elevadas altitudes e distantes;
  • Alvos com pequena assinatura radar (stealth);
  • Mísseis de cruzeiro de baixa altitude;
  • Mísseis balísticos de médio alcance (MRBM);
  • Armas supersônicas de longo alcance.

Além disso, o novo sistema deveria operar em um ambiente de pesadas contramedidas eletrônicas (ECM). Para atuar contra as aeronaves de inteligência, vigilância e reconhecimento da OTAN, principalmente o E-3 Sentry, era necessária uma distância máxima de engajameto de 400km, 100 quilômetros a mais do que a versão mais recente do S-200.  O sistema deveria ser semi-móvel através de um sistema de reboques e capaz de fornecer dados sobre a ambiente tática aéreo. Da mesma forma, a troca de dados com os sistemas de comando e controle das forças de defesa antiaérea das forças terrestres (PVO-SV) deveria ser possível. A Almaz desenvolveria a arquitetura do sistema, com a Fakel desenvolvendo o novo míssil de longo alcance.

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O AWACS E-3 Sentry é um dos principais alvos do S-400.

Os engenheiros da Fakel começaram a trabalhar com a questão de um míssil com 400km de alcance imediatamente após o início do desenvolvimento do novo sistema. Ao mesmo tempo, a Fakel também trabalhou no desenvolvimento do míssil 48N6 com 150km de alcance para o sistema S-300PM. Boris Bunkin e Petr Grushin, engenheiros da Fakel, analisaram as características do 48N6 e perceberam que ainda havia um grande potencial para um aumento no alcance.

O míssil 48N6 tinha um perfil de voo semi-balístico contra alvos distantes. Aumentar a altitude do apogeu na trajetória resultaria em um aumento correspondente no alcance. Os mísseis 48N6 em serviço tiveram seu apogeu restrito a 38 quilômetros. Isso porque, em altitudes mais elevadas, as superfícies de controle aerodinâmico deixariam de funcionar efetivamente. O controle de empuxo vetorado usado durante o estágio de impulso não era viável a elevadas altitudes, pois o motor já havia queimado antes de chegar ao apogeu.

Os testes revelaram que operar as superfícies de controle em altitudes mais altas resultava em instabilidade na trajetória de voo, potencialmente influenciando a precisão do míssil. Além disso, muita instabilidade pode tornar o míssil incontrolável ou resultar em uma falha estrutural. A solução de Bunkin e Grushin para aumentar o alcance do míssil foi modificar as superfícies de controle para permitir que elas fossem travadas próximas da fase  semi-balística da trajetória, isso eliminaria qualquer movimento indesejado. As superfícies de controle seriam destravadas ao atingir altitude mais baixas para fornecer manobrabilidade durante a fase terminal do voo.

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Míssil 5V21 do sistema S-200 a ser substituído pelo S-400.

A Fakel testou o novo míssil em 1985 e atingiu um apogeu de 70 quilômetros com distâncias de disparo de até 327km. Ao descer para 20 quilômetros de altitude, um complexo de radar diretor de tiro experimental “recapturou” o sistema de orientação do míssil e guiou-o normalmente, validando o conceito de um míssil com 400 quilômetros. Esses mísseis provavelmente formaram a base para o míssil 40N6, que deveria vir com a versão de produção do novo sistema.

Depois desses testes, em 1989 começou o desenvolvimento adicional dos sistemas de radares ainda experimentais. Esses radares estacionários deveriam ser instalados em um sistema de reboque. Para o radar de engajamento e controle de fogo, um projeto com uma matriz de varredura eletrônica ativa (AESA) estava sendo desenvolvido. 

No início dos anos 80, a Almaz também começou a trabalhar no que seria o S-350 original, um sistema de próxima geração projetado para ser o sucessor da série S-300P. Durante o período de pesquisas preliminares e esforços de projeto para ambos os sistemas, sucessores do S-200 e S-300P, determinou-se que ambos deveriam ser padronizados ao usarem os mesmos componentes.

O novo sistema sucessor do S-200 e com envelope de engajamento de 400km começou os testes dos primeiros componentes em Kapustin Yar em 1993. Logo percebeu-se que seria mais simples integrar os mísseis com alcance mais curto do S-350 para dentro do mesmo, do que redesenhar o S-350 para lidar com os novos mísseis de longo alcance. Após os primeiros testes, as autoridades estaduais decidiram que um sistema de mísseis unificado deveria ser desenvolvido. O novo sistema recebeu a designação S-400 Triumph. O nome S-400 foi provavelmente escolhido para destacar o intervalo de engajamento de 400km. A OTAN deu a esse sistema o nome SA-21 Growler.

Porém, com a desintegração da União Soviética e a situação econômica na Rússia desfavorável no início da década de 90, o desenvolvimento do novo S-400 foi tímido nos anos seguintes. Na Fakel, o desenvolvimento dos mísseis chegou a um impasse com o desenvolvimento do novo míssil 40N6 sendo paralisado. Da mesma forma, os mísseis 9M96, originalmente destinados ao sistema S-350, não puderam ser desenvolvidos de forma conclusiva. As finanças foram suficientes apenas para um desenvolvimento adicional do 48N6D. Esse míssil modificado recebeu a designação 48N6DM e teria 250km de alcance. Até 1996, a Alamz e a Fakel só puderam trabalhar esporadicamente no S-400.

No verão de 1996, o recém-fundado consórcio de armamentos Almaz-Antey foi encarregado de continuar o desenvolvimento do S-400. No entanto, a situação financeira do novo grupo era tão problemática quanto a das empresas predecessoras. Apenas uma injeção de caixa da exportação do S-300PMU-1 para China melhorou a situação. Além disso, para o financiamento do projeto S-400, componentes individuais dos sistemas S-300P e S-300V foram vendidos para Ministério da Defesa dos Estados Unidos. No entanto, devido às más condições financeiras do fabricante, o S-400 foi baseado em componentes comprovados dos sistemas S-300P e S-300V. Para o próximo nível de desenvolvimento, foram usadas versões modernizadas do radar de engajamento 36N85 Tombstone e do radar de aquisição 64N6 Big Bird, ambos radares PESA do S-300, abandonado assim a solução AESA inicialmente prevista.

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Linha de montagem dos mísseis da série 48N6.

Em fevereiro de 1999, junto com uma grande campanha de publicidade, um teste com um sistema S-400 foi concluído. Após várias horas de testes e simulações do sistema, um teste de tiro com um míssil 48N6 foi realizado às 12h25, horário de Moscou. O míssil destruiu o alvo com um acerto direto. Em outra fase, foram realizados testes com o míssil 48N6DM. Essa série de testes foi realizada em abril de 2000. Nos anos de 2002 a 2003 foram realizados testes com os novos mísseis 9M96, 9M96D e 40N6. Os testes finais do sistema e os testes de aceitação pelas autoridades estatais ocorreram em 2004-2005. Nesses testes, vários mísseis 48N6DM foram disparados contra drones.

O primeiro regimento S-400 entrou em serviço operacional perto da cidade de Elektrostal na região de Moscou em 6 de agosto de 2007 com a entrega do primeiro batalhão operacional. O regimento recebeu um segundo batalhão em 2008. Essa unidade estava equipada apenas com os mísseis 48N6DM. Os mísseis 9M96 e 40N6 ainda não estavam disponíveis. Finalmente, deve-se notar que o sistema S-400 originalmente muito ambicioso, resultou “apenas” em mais uma versão modernizada do S-300PM,  designada inicialmente como S-300PM-3. Os militares russos operam atualmente cerca de 20 regimentos S-400, Moscou prevê uma rede defensiva de 28 regimentos até 2020, com dois batalhões por regimento.

Propósito e componentes

O S-400 Triumph é um sistema de mísseis de defesa antiaérea (SMDA) móvel multicanal que foi projetado para envolver ameaças aéreas atuais e futuras, como: aeronaves táticas e estratégicas; veículos aéreos não tripulados; aeronaves de ataque eletrônico; aeronaves de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR); aeronaves de alerta aérea antecipado e controle (AEW&C); mísseis de cruzeiro ; mísseis balísticos tácticos (TBM), mísseis balísticos de curto e médio alcance (SRBM e MRBM); e outras veículos aéreos protegidos por um ambiente de contramedidas eletrônicas (ECM) pesadas.

A nível de regimento, o S-400 Triumph é dividido em quatro conjuntos principais:

  1. Elementos de comando e controle (ECC) 30K6;
  2. Complexo de mísseis de defesa antiaérea (CMDA) 98J6;
  3. Carga de munição compreendendo os mísseis 40N6, 48N6DM, 48N6P-01 e 9M96;
  4. Complexo de manutenção e logística 30C6.

1. Elementos de comando e controle (ECC) 30K6

O ECC 30K6 é formado principalmente pelo radar de aquisição 91N6 Big Bird e pelo posto de controle de combate (PCC) 55K6. Possui um sistema de controle automático de alto desempenho capaz de controlar diferentes sistemas de mísseis de defesa aérea (SMDA) e de interagir com radares de campo e com elementos de comando e controle de mesmo nível ou de níveis superiores.

O propósito do ECC 30K6 é controlar a performance de combate de unidades de fogo da defesa aérea em solo: CMDA 98J6 do sistema S-400; SMDA S-300PM-2 e S-300PM-1 via respectivos elementos de comando e controle ou  radares de engajamento; SMDA Tor-M1 via posto de comando de bateria Ranzhir-M; sistemas de mísseis e de artilharia de defesa aérea Pantsir-S; e qualquer SMDA customizado para interagir com o ECC 30K6. Radares de aquisição opcionais que podem trabalhar em paralelo incluem o Protivnik-GE e Gama-DE na banda L, mas também o Nebo-SVU na banda VHF e Nebo-M em bandas múltiplas, incluindo VHF. A série Nebo possui como característica principal sua propriedade antifurtiva por operar na banda VHF, aeronaves furtivas são otimizadas em derrotar bandas mais altas.

91N6 Big Bird (91N6E para exportação): é um radar de aquisição para busca em volume, ou seja, é responsável por fazer a detecção e rastreamento inicial de alvos que serão designados através do posto de controle de combate (PCC) 55K6 para os radares de engajamento, que no caso do S-400 estão distribuídos nos CMDA 98J6. A precisão de 0,42° em azimute e elevação é insuficiente para a orientação direta de mísseis. Esse sistema é uma evolução do radar 64N6 do S-300PM e utiliza uma matriz de direcionamento eletrônico passiva (PESA) dupla face operando na banda-S. O alcance de detecção é de 478km contra um alvo voando alto e com assinatura radar (RCS) de 4m². Alvos aerodinâmicos com RCS de 4m² e balísticos com RCS de 0,4m² podem ser respectivamente designados a 390km e 250km. Pode rastrear até 300 alvos.

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Radar de aquisição (banda S) 91N6 Big Bird.

Posto de controle e combate (PCC) 55K6 (55K6E para exportação): É responsável principalmente pelo: gerenciamento de operações de controle e combate conduzidas por SMDA e CMDA 98J6; controle dos modos de operação do radar 91N6 Big Bird, inclusive a identificação amigo-inimigo; interoperabilidade de SMDA e CMDA 98J6 em ambiente pesado de contramedidas eletrônicas; e  identificação, alocação e designação de alvos para SMDA e CMDA 98J6. O PCC 55K6 é capaz de designar alvos para até 6 sistemas de mísseis de defesa área S-300PM-1(PM-2) e 8 CMDA 98J6 do sistema S-400. O mesmo também pode receber informações de radares e elementos de comando e controle de mesmo escalão ou de escalões superiores. A unidade possui 5 consoles para 5 tripulantes.

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Posto de controle de combate (PCC) 55K6.

2. Complexo de mísseis de defesa aérea (CMDA) 98J6

O CMDA 98J6 ou 98ZH6 em inglês (98J6E ou 98ZH6E para exportação) é um sistema de mísseis de defesa aérea multicanal de alta performance projetado para o engajamento de ameaças aéreas atuais e futuras. O CMDA fornece: visão geral de áreas específicas do espaço aéreo; detecção de alvos após a designação pelo ECC 30K6; rastreamento e trancamento automático de alvos; e orientação de mísseis.

Na prática, o CMDA 98JA representa o componente do sistema S-400 capaz de realizar o engajamento de alvos, diferente do elemento de comando e controle que limita-se ao gerenciamento. Cada CMDA 98JA compreende um radar de engajamento multifunção 92N6 Grave Stone e até 12 veículos de lançamento TEL. Um radar de aquisição de qualquer altitude 96L6 e torres móveis 40B6M também podem ser acrescentados.

96L6 Cheese Board (96L6E para exportação): é um radar para busca em volume e aquisição de qualquer altitude, o mesmo é responsável por detectar e designar alvos para o radar de engajamento Grave Stone de forma independente do ECC 30K6, ou seja, oferece autonomia ao CMDA 98J6 para fechar o ciclo de abate do alvo. Esse sistema utiliza uma matriz de direcionamento eletrônico passiva (PESA) operando na banda-C e está montada sobre um veículo do tipo MZKT-7930 com tração 8 x 8. Pode rastrear até 100 alvos. Possui um modo de operação especializado em alvos a baixa altitude em que o radar concentra seu campo de visão em elevação entre -3° e +1,5° e faz 5 rotações por minuto.

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Radar de aquisição (banda C) 96L6 Cheese Borad.

92N6 Grave Stone (91N6E para exportação): É o radar de engajamento do CMDA 98J6 do S-400 e é baseado no radar 36N85 do S-300PM-2, um radar de engajamento ou radar diretor de tiro é o radar mais crítico de qualquer unidade de fogo, no CMDA 98J6 o mesmo é responsável por apresentar uma solução de tiro para os mísseis, orientando-os até o alvo ou até suas proximidades após a designação através do ECC 30K6 ou através do radar de aquisição 96L6. Esse sistema utiliza uma matriz de direcionamento eletrônico passiva (PESA) operando na banda-X e está montada sobre um veículo do tipo MZKT-7930 com tração 8 x 8. Para o transporte, a antena do radar é abaixada no teto do veículo. Para a operação, a antena é girada em um ângulo de 30°. O alcance de detecção é de 250km contra um alvo voando alto com assinatura radar (RCS) de 4m² e de 185km contra um alvo balístico com RCS de 0,4m². Pode controlar até 12 veículos lançadores TEL, rastrear 40 alvos e engajar 6 simultaneamente com 12 mísseis da série 48N6 equipados com radar orgânico semi-ativo ou 12 alvos simultaneamente com 24 mísseis 40N6 equipados com radar orgânico ativo. Por analogia, é provável que engaje até 12 alvos simultaneamente com 24 mísseis 9M96 com radar ativo.

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Radar de engajamento (banda X) 92N6 Grave Stone.

Mastros móveis 40V6M: O radar de aquisição 96L6 pode empregar um mastro móvel 40V6M de 23,8 metros de altura ou 40V6MD com 38,8 metros para aumentar a capacidade contra alvos a baixa altitude em áreas com terreno irregular ou obstruções. A variante criada para o radar diretor de tiro 92N6 Grave Stone é a 40V6MR. O conjunto de mastros existe para melhorar a capacidade do sistema de detectar e processar alvos de baixa altitude. Os próprios mastros foram, em um momento, um ponto de discórdia. As florestas ao redor de Moscou precisariam ser limpas para garantir um desempenho adequado contra alvos a baixa altitude. A escolha era desenvolver mastros transportáveis ou erguer torres fixas nos locais de lançamento, já que o desmatamento representava uma proposta cara e demorada. As torres fixas não representavam uma opção viável, já que efetivamente negariam a mobilidade do sistema, forçando-o a permanecer ligado a um local estático. A única desvantagem de usar os mastros da série 40V6M é o tempo de implantação. O 40V6M leva 60 minutos, com o 40V6MD exigindo 120 minutos para estarem prontos após a chegada ao local de implantação.

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Torre 40V6M com um radar 96L6 a 23,8 metros de altura.

Veículos de lançamento TEL: O sistema SAM 98J6 do S-400 possui à sua disposição três tipos de lançadores autopropulsados TEL (transporter – erector – launche) com lançamento a frio: 5P85TM (5P85TE3 para exportação) rebocada pelo caminhão trator BAZ64022 com tração 6 x 6 e TEL 5P85SM2-01 (5P85SE3 para exportação) montado no caminhão MZKT-543M com tração 8 x 8. O novo TEL 51P6 (51P6E para exportação) montado no veículo MZKT-7930 com tração 8 x 8 pode lançar os novos mísseis 40N6 e 9M96. Cada TEL pode transportar até 4 mísseis da série 48N6 e dependendo da versão até 4 mísseis 40N6 ou até 16 mísseis da série 9M96, um mix de mísseis em um mesmo TEL também é possível. Os TELs são controlados pelo radar diretor de tiro Grave Stone que pode estar a até 120m de distância.

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Caminhão BAZ64022 com TEL 5P85TM
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TEL 5P85SM2-01 montado em um caminhão MZKT-543M.
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TEL 51P6 montado sobre um caminhão MZKT-7930.
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TEL 51P6 com tubos para mísseis 9M96.

O lançamento a frio, em que o míssil é ejetado verticalmente do tubo antes da ignição do motor principal, foi desenvolvida inicialmente para o lançamento de mísseis balísticos de silos. É atraente para um sistema SAM por não precisar de um TEL fortemente protegido contra o efluxo de exaustão de alta temperatura. O tubo de lançamento selado simplifica toda a cadeia de logística e recarga. A desvantagem do método é que em caso de falha na ignição do motor do míssil o mesmo cai sobre o TEL.

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Lançamento a frio de um míssil da série 48N6.

3. Mísseis interceptadores

9M96 (9M96E para exportação): Míssil de médio alcance projetado para derrotar alvos aerodinâmicos altamente manobráveis entre 5m – 20km de altitude e 1,5 – 40km de distância; pode atuar como sistema de defesa terminal contra mísseis anti-radiação e munições guiadas de precisão; a velocidade máxima do alvo deve ser de 1.000m/s (Mach 2,94). Na fase intermediária do voo é orientado por sistemas INS e de datalink, na fase terminal utiliza um buscador por radar ativo, provavelmente de ondas milimétricas (banda Ka). Enquanto quatro superfícies de estabilização trapezoidal então localizadas na cauda, quatro canards no nariz e foguetes de atitude no centro de gravidade garantem precisão e agilidade em todo o envelope de voo. Os foguetes de atitude atuam logo após o lançamento para alinhar o míssil e na fase terminal para tingir o alvo com precisão. A sobrecarga máxima em manobras é de 60g. Apesar de estar equipado com uma ogiva, a precisão é suficiente para uma interceptação com impacto direto no alvo (Hit-to-Kill). O míssil possui 4,522m de comprimento, 273mm de diâmetro e 676mm de envergadura; pesa 370kg e a ogiva 24kg. Cada lançador TEL do S-400 pode transportar 16 mísseis. A vida útil devidamente estocado é de 15 anos.

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9M96M (9M96E2 para exportação): Míssil de longo alcance projetado para derrotar alvos aerodinâmicos altamente manobráveis entre 5m – 30km de altitude e 2,5 – 120km de distância. Diferentemente do seu irmão menor 9M96, essa versão pode atuar contra mísseis balísticos de médio alcance (MRBM) lançados a até 3500km de distância e com velocidade máxima de 4,8km/s (Mach 14); o alcance contra alvos balísticos é de no máximo 30km. Na fase intermediária do voo é orientado por sistemas INS e de datalink, na fase terminal utiliza um buscador por radar ativo, provavelmente de ondas milimétricas (banda Ka). Enquanto quatro superfícies de estabilização trapezoidal então localizadas na cauda, quatro canards no nariz e foguetes de atitude no centro de gravidade garantem precisão e agilidade em todo o envelope de voo. Os foguetes de atitude atuam logo após o lançamento para alinhar o míssil e na fase terminal para tingir o alvo com precisão. A sobrecarga máxima em manobras a 20.000m de altitude é de 25g e 60g ao nível do mar. Apesar de estar equipado com uma ogiva, a precisão é suficiente para uma interceptação com impacto direto no alvo (Hit-to-Kill). O míssil possui 5,35m de comprimento, 273mm de diâmetro e 676mm de envergadura; pesa 449kg e a ogiva 24kg. Cada lançador TEL pode transportar 16 mísseis. A vida útil devidamente estocado é de 15 anos. A seção superior da fuselagem com sistema de busca, orientação e ogiva é idêntica a do 9M96, a diferença entre ambos é o comprimento do motor foguete, maior no 9M96M. O alcance, a capacidade antiaérea e antibalística do 9M96M torna-o um análogo direto do míssil PAC-3 MSE americano. A integração do 9M96M no S-400 terá prioridade sobre o 9M96, porém ainda é desconhecido o estado operacional da classe, de modo que somente a série 48N6 encontrava-se plenamente operacional nos primeiros batalhões.

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48N6DM (48N6E3 para exportação): Contra alvos manobráveis a longas distâncias o S-400 utiliza a mais nova versão do míssil 48N6, o 48N6DM. Esse míssil pode atingir alvos aerodinâmicos entre 0,01 – 27km de altitude e 5 – 250km de distância. Pode atuar contra míssil balísticos de médio alcance (MRBM) lançados a até 3.500km de distância e com velocidade máxima de 4,8km/s (Mach 14); o alcance contra alvos balísticos está entre 5 – 60km de distância e 2 – 25km de altitude. Na fase terminal utiliza um radar semi-ativo como sistema de guiamento. A velocidade máxima é de Mach 6 (7.344 km/h). O Míssil possui 7,5m de comprimento e 519mm de diâmetro; pesa 1.835kg e a ogiva 180kg. O design com quatro aletas de direcionamento na cauda garante uma sobrecarga máxima em manobras de 22g. A vida útil devidamente estocado é de 15 anos. O S-400 também pode utilizar as versões mais antigas do 48N6 que equipam os sistemas S-300PM-1 (48N6 ou 48N6E para exportação: com 150km) e S-300PM-2 (48N6P-01 ou 48N6E2 para exportação: com 200km).

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40N6 (40N6E para exportação): É um desenvolvimento da série 48N6, mas capaz de atingir alvos aerodinâmicos entre 0,01 – 30km de altitude e 5 – 380km de distância, graças a um apogeu mais elevado.  O alvo principal são plataformas de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR) isoladas, como aeronaves AEW&C, J-STARS e EA que até agora conseguiram operar de forma eficaz fora do perímetro de sistemas legados de defesa aérea. Pode atuar contra mísseis balísticos de médio alcance (MRBM) lançados a até 3.500km de distância e com velocidade máxima de 4,8km/s (Mach 14); o alcance máximo contra um MRBM é de 15km. Na fase terminal utiliza um buscador por radar ativo. As dimensões do 40N6 são similares às do 48N6; pesa 1.893kg e a ogiva supostamente 126kg. A ogiva menor em relação ao 48N6 faz sentido, já que o míssil visa aeronaves de grande porte e pouco manobráveis, além de liberar espaço para mais propelente no motor foguete. O design com quatro aletas de direcionamento na cauda garante uma sobrecarga máxima em manobras de 25g. A entrada em operação teria ocorrido no final de 2018.

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4. Complexo de manutenção e logística 30C6

O complexo 30C6, que atua no apoio do CMDA 98J6, é formado principalmente pelo veículo transportador de mísseis 5T58, que leva uma carga de 4 mísseis lacrados nos respectivos contêineres; e pelo veiculo de recarga 22T6 com guindaste Ural-5323 responsável por deslocar os contêineres do veiculo transportador para o veículo de lançamento.

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Veículo transportador 5T58
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Veículo de recarga 22T6

Emprego Operacional

O S-400, juntamente com a série S-300, representam uma família de sistemas de mísseis de defesa aérea estratégicos ou SAM estratégico. Os sistemas SAMs estratégicos defendem instalações essenciais, infraestrutura, centros populacionais e fronteiras nacionais. Embora esses sistemas possam ter graus variados de mobilidade, permitindo que eles se mudem durante as hostilidades, eles não agem como baterias móveis que protegem as formações em manobras. A série S-300P e as baterias S-400 seguem a doutrina padrão de implantação de SAMs estratégicos, independentemente do usuário. Cada operador implementa batalhões individuais para proteger locais importantes, geralmente incluindo capitais e possíveis zonas de conflito.

S-400
Estrutura e composição do sistema S-400.

Cada regimento S-400 russo possui um ECC 30K6 com seus elementos associados, o radar de aquisição 91N6 e o posto de controle de batalha 55K6 que, em teoria, podem controlar até 8 CMDA 98J6, cada um corresponde a um batalhão S-400. Porém, na prática, a Rússia possui apenas dois CMDA 98J6 em cada regimento, ou seja, dois batalhões S-400 em cada regimento.

Os batalhões ou CMDA 98J6 são a menor unidade com capacidade de controle de fogo do sistema S-400, o mesmo é composto por um radar diretor de tiro 92N6 Grave Stone e até 12 veículos lançadores TEL, tipicamente os batalhões russos estão equipados com apenas 8 TEL’s.  Alguns batalhões também estão equipadas com um radar de aquisição de qualquer altitude 96L6 Cheese Board, que oferece maior autonomia em relação ao ECC. Torres móveis 40B6M que auxiliam na aquisição de alvos a baixa altitude também podem ser adicionadas ao batalhão.

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Cabine do posto de controle de combate 55K6.

Para identificar se uma composição S-400 trata-se de um batalhão e de quantos, basta contar o número de radares de engajamento 92N6 Grave Stone. Existindo apenas um radar Grave Stone, existe apenas um batalhão, se existirem dois radares na composição, então existem dois batalhões e consequentemente um regimento S-400 que provavelmente, mas não necessariamente, terá um ECC 30K6 comandando os dois batalhões. Pode ocorrer também do ECC estar integrado a apenas um batalhão, sem formar um regimento.

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Míssil da série 48N6 logo após a ignição do motor.

A sequência de engajamento do S-400 é a seguinte:

  1. Os alvos são localizados e rastreados pelo radar de busca e aquisição 91N6, autonomamente ou seguindo comandos de uma rede maior de alerta antecipado;
  2. Os dados de rastreamento alimentam o posto de controle e combate 55K6;
  3. Os alvos são priorizados de acordo com o nível de ameaça;
  4. O posto 55K6 designa os alvos rastreados para os radares diretores de tiro 92N6 nos batalhões;
  5. Os dados de rastreamento são processados pelo radar diretor de tiro 92N6 para gerar comandos de orientação iniciais;
  6. Os comandos de orientação inicias dos mísseis são carregado nos sistemas de orientação dos mesmos;
  7. Os mísseis são lançados com 3-5 segundos de intervalo, até 2 mísseis por alvo;
  8. A orientação dos mísseis é realizada;
  9. Os alvos são re-engajados se necessário.

Impacto no campo de batalha

A Rússia acredita que o S-400 torna os UAS RQ-4 Global Hawk e MQ-9 Reaper norte-americanos inúteis. Esses drones possuem grandes superfícies refletoras podendo ser detectadas a grandes distâncias. Suas baixas velocidades além da falta de um sistema de guerra eletrônica autônomo fazem deles alvos fáceis para o S-400.

A primeira “vítima” do S-400 provavelmente sejam as aeronaves JSTARS que monitoram e gerenciam o teatro de operações em solo. Atualmente os EUA estão em vias de cancelar o programa que visa substituir as aeronaves JSTARS E-8C (Boeing 707 modificado) por uma nova plataforma, que apesar de mais capaz, ainda teria uma assinatura radar grande o suficiente para ser detectada a centenas de quilômetros. Os militares estão céticos na capacidade de sobrevivência da nova plataforma frente ao S-400, de modo que existem estudos para a utilização de plataformas mais descentralizadas e furtivas para a missão.

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O JSTARS E-8C seria alvo “fácil” para o S-400.

Até mesmo as plataformas AEW&C como o E-3 Sentry que operam mais distante do que os J-STARS estão ameaçadas pela grande zona de engajamento do S-400. Uma bateria próxima da linha de frente pode ameaçar um E-3 a 400km de distância, impedindo a aeronave de enxergar dentro da zona inimiga e de realizar sua missão de alerta aérea antecipado. O S-400 foi pensado desde o início como uma barreira de contenção às aeronaves de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR) que são plataformas estratégicas dentro da doutrina operacional da OTAN.

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Bolha AA/AD russa nos Estados Bálticos, Mar Negro, Mediterrâneo Oriental e Ártico.

A capacidade multicamada e de engajamento de longo alcance do S-400 é a base para a consolidação de bolhas anti-acesso e de negação de aérea (AA/AD) ao longo da fronteira russa. O anti-acesso e a negação de área é uma estratégia de guerra assimétrica em que um Estado militarmente mais fraco procura impedir ou dificultar que um Estado agressor utilize-se livremente de determinadas áreas, regiões geográficas ou de determinados meios (terrestre, naval ou aéreo) para lhe atacar. A Rússia, em resposta a incomparável capacidade da OTAN para lançar operações em larga escala no espaço aéreo, estabeleceu grandes zonas de exclusão AA/AD ou “bolhas” centradas no S-400 em torno dos Estados Bálticos, Mar Negro, Mediterrâneo Oriental e no Ártico. Essas bolhas AA/AD permitem a Moscou negar o uso do espaço aéreo nestas áreas.

Implantação internacional

O único emprego internacional confirmado de uma bateria do S-400 Triunfo é na Síria, na Base Aérea de Hmeymin, operada pela Rússia e localizada a sudeste da cidade de Latakia. Apesar de aquela base compartilhar algumas instalações com o Aeroporto Internacional Bassel al-Assad, só ppode ser utilizada por pessoal russo. Em janeiro de 2017, a Rússia e a Síria assinaram um acordo para que aquele aeródromo fosse arrendado para a Rússia por 49 anos, podendo esse prazo ser entendido por mais 25. Até a presente dato o sistema S-400 ainda não foi utilizado em combate.

Na noite de 7 de abril de2017, a US Navy atingiu a Base Aérea de A-Shayrat com 59 RGM-109 Tomahawk Land Attack Missiles (TLAM), a partir de dois destroieres no Mar Mediterrâneo, levantando séria dúvidas quanto à capacidade dos sistemas de defesa antiaérea russos, especialmente o S-400 Triunfo que estava localizado a cerca de 80km ao norte. Porém, os Tomahawk podem ter voado a baixa altitude e próximos à fronteira libanesa, estando assim, e por causa da curvatura da Terra, abaixo do envelope de engajamento do S-400. Além disso, apesar da bravata russa de que interceptaria os mísseis americanos, a realidade é que Moscow já deixou claro que seus sistemas de defesa antiaérea visam tão somente proteger as bases russas implantadas na Síria, de modo que o S-400 só verá a luz do combate na Síria se a Rússia sofrer uma agressão direta e objetiva. O governo Sírio não dispõem de qualquer bateria S-400, nem mesmo do “irmão” mais velo S-300.

Exportações

A China foi o primeiro cliente estrangeiro do S-400, a mesma contratou em 2014 dois regimentos do S-400 por 3 bilhões de dólares. O primeiro batalhão com radares e veículos lançadores foi entregue em abril de 2018.  Em meio a uma grande polêmica, a Turquia, um país membro da OTAN e futuro operador do caça F-35, assinou em dezembro de 2017 um acordo de 2,5 bilhões de dólares com a Rússia para a aquisição de quatro batalhões (quatro baterias) do S-400.

S-400 vs PAC-3 MSE

No ocidente, o concorrente mais próximo do S-400 é o sistema de defesa antiaérea lançado do solo PAC-3 MSE, mas apesar de ambos atuarem como plataforma antiaérea e antimíssil, os dois sistemas possuem especialidades diferentes, de modo que não são análogos diretos. Enquanto o S-400 é especializado na capacidade antiaérea, o PAC-3 MSE é especializado na capacidade antimíssil, resultado da diferença de ameaças nos respectivos teatros de operações. Enquanto o S-400 visa fechar o espaço aéreo russo contra aeronaves da OTAN, o PAC-3 MSE visa proteger a OTAN contra os mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos táticos russos.

Acompanhando a ameaça

Apesar de inegavelmente ser um dos sistemas de defesa antiaérea mais capazes em operação no mundo, o S-400 é um produto que começou a ser desenvolvido no final dos anos 80 e terminou como uma modernização do S-300P legado. A rede de radares PESA com alcance insuficiente é o principal limitador da capacidade antibalística do S-400. Para sanar essa deficiência, a Rússia está desenvolvendo um novo sistema chamado de S-500 Prometey.

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Aeronaves furtivas prometem desafiar o S-400.

Aeronaves furtivas americanas prometem diminuir em até 10 vezes o alcance de detecção dos radares legados de aquisição e engajamento do S-400, o que pode diminuir em 100 vezes a área de engajamento coberta por um batalhão dentro de uma bolha AA/AD. Contra esse novo desafio, o S-400 está recebendo a integração de radares VHF com propriedades antifurtivas da série Nebo. Como dito anteriormente,  aeronaves furtivas não são otimizadas contra radares VHF.

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Antenas banda L e VHF do complexo Nebo-M.

O Nebo-M, que na verdade é formado por 3 radares com elevada capacidade de fusão de dados, entrega uma precisão semelhando ao radar de aquisição legado Big Bird do S-400, logo poderia detectar e designar alvos furtivos para o radar de engajamento Grave Stone. Mesmo que o Grave Stone ainda sofra os efeitos das soluções baixo observáveis dos furtivos, terá mais chances se receber a designação prévia através de um radar VHF como o Nebo-M do que esperar pela designação tardia do Big Bird operando na banda S.

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Antena banda S do complexo Nebo-M.

Em teoria, o próprio Nebo-M pode tentar orientar diretamente os futuros mísseis com radar ativo do sistema S-400, 40N6 e 9M96. Mesmo que essa solução não seja plenamente eficiente, já que o Nebo-M é menos preciso do que um radar de engajamento operando na banda-X e o radar orgânico do míssil ainda sofra os efeitos das soluções baixo observáveis das aeronaves furtivas, ainda é melhor do que perder em até 100 vezes o tamanho da área de engajamento do complexo.

Resumo

O programa S-400 Triumph nasceu no final dos anos 80 como um sistema de mísseis de defesa antiaérea de nova geração que deveria suceder o SMDA estratégico S-200. A mobilidade, o alcance de engajamento de 400km e uma cobertura em camadas eram os principais requisitos. Porém, o colapso da União Soviética atrasou o programa e converteu o mesmo em uma atualização do S-300P. O primeiro batalhão entrou em operação em 2007 com a Rússia planejando adquirir  28 regimentos até 2020. Cada regimento russo é formado por dois batalhões, informalmente chamados de baterias. Hoje, o futuro sistema S-500 Prometey e a utilização de radares VHF em rede prometem suprir as principais “deficiências” do S-400.

 

2 comentários sobre “Sistema S-400 Triumph, o escudo antiaéreo russo !

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